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O desempenho de um sistema de amostragem depende não apenas do corte ou da divisão, mas também da capacidade de escoamento do material entre as etapas. Quando o fluxo da amostra é interrompido ou desviado por falhas no escoamento, quando há superposição de material proveniente de incrementos diferentes, o sistema perde eficiência — e a confiabilidade dos resultados fica comprometida.
O que são problemas de escoamento?
São obstruções, aderências ou interrupções parciais no deslocamento da amostra, seja em chutes, calhas, tubos, moegas ou coletores. Esses problemas impedem que o material siga seu percurso natural após ser cortado ou dividido.
Consequências na prática:
• Retenção de frações da amostra em pontos do sistema
• Segregação por densidade ou granulometria
• Mistura de amostras de diferentes ciclos (contaminação cruzada)
• Perda de material por aderência, empedramento ou compactação
• Atrasos operacionais e necessidade de intervenção manual
Causas comuns:
• Geometria inadequada das calhas e chutes
• Ângulo de inclinação insuficiente para garantir escoamento por gravidade
• Presença de material úmido, pegajoso ou muito fino
• Superfícies ásperas, soldas mal acabadas ou zonas mortas
• Ausência de vibradores, revestimentos ou mecanismos auxiliares
O que fazer?
Todo sistema de amostragem precisa garantir escoamento contínuo e desimpedido. Isso exige atenção no projeto, inspeções periódicas e adaptações conforme o tipo de material processado. Em alguns casos, é necessário incluir:
• Revestimentos lisos ou autolimpantes
• Vibração localizada ou ar comprimido
• Reprojeto de trechos críticos com melhor perfil de fluxo
Lembre sempre:
Não basta cortar bem ou dividir corretamente. Se a amostra não escoa como deveria, há perda de representatividade, aumento de variância e risco de decisões baseadas em dados distorcidos.




